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Paraná

quinta, 13 de dezembro de 2018
Na Indústria, mais de 80 por cento está otimista

Foto: Gelson Bampi 

O estudo anual sobre práticas e expectativas dos industriais paranaenses revela que 81% dos empresários estão otimistas para 2019. Este é o melhor resultado desde 2013, quando a pesquisa revelou que 84% deles acreditavam num bom ano para a economia em 2014. O percentual é mais positivo que o do ano passado, que foi de 63,5%. Desde 1996, o pior ano em relação ao otimismo foi 2016, quando apenas 33% dos industriais mostraram boas expectativas em relação ao próximo ano.

“Os leves sinais de recuperação da economia ao longo de 2018 e, principalmente, a definição do quadro eleitoral trouxeram de volta o otimismo dos industriais”, afirma o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “Esse novo cenário abre uma grande oportunidade para a realização de reformas que melhorem o ambiente de negócios no Brasil, e isso se reflete no aumento da confiança dos industriais, com boa parte deles inclusive prevendo novos investimentos para 2019”, acrescenta.

Estratégias das empresas
Para 2019, a prioridade do industrial será o foco no cliente. Esta foi a estratégia escolhida por 38% dos entrevistados. O desenvolvimento de negócios vem em segundo lugar, com 35%, e 20%, responderam que pretendem avançar em desenvolvimento e inovação de produtos. Outro item que chama a atenção é a intenção do industrial de contribuir para desenvolver e aumentar a satisfação do quadro de colaboradores como principal estratégia do ano, com 19,5%, e de 18,5%, respectivamente. “Durante a crise, pelas imensas dificuldades enfrentadas pela grande maioria das empresas, a prioridade dos industriais era manter vivos seus negócios. Agora, com um cenário mais favorável, eles voltam a se preocupar mais com o aprimoramento de seus negócios, e o investimento na satisfação e na qualificação dos colaboradores é um aspecto importante dessa estratégia”, diz Campagnolo.

Com relação aos investimentos, estão no topo da lista do empresário a aposta em produtividade e em melhoria em processos, ambas em 34% das opiniões divulgadas. Seguem ainda entre as prioridades o investimento em tecnologia, com 32%, e o aumento da capacidade produtiva, com 30%. Desenvolvimento de produtos vem logo em seguida, com 29%, e qualidade está em 27% das respostas.

Competitividade interna e externa
Para enfrentar a competitividade dentro do País, os industriais apontam que as maiores dificuldades são as altas cargas tributárias (46%) e os elevados encargos sociais (41%). Outros 30% atribuíram ao elevado custo financeiro a dificuldade de disputar espaço internamente. A burocracia, 24% das respostas, é o principal entrave na competição no mercado internacional, segundo os entrevistados. Também foram apontados como itens que impactam negativamente a competitividade externa a elevada carga tributária (23%) e o alto custo dos encargos sociais (20%).

Todo Paraná

Participaram da pesquisa cerca de 620 indústrias de todas as regiões do Paraná, e de todos os portes. A 23ª edição da Sondagem Industrial, pesquisa anual da Fiep, revela ainda que entre os otimistas, 37% preveem aumento de vendas, 36% confirmaram que farão investimentos e 27% que devem aumentar as contratações. 

O estudo da Fiep também mostra que o percentual de industriais pessimistas é de 0,81%, o menor de toda a série desde 1996, e que 18% estão em dúvida de como será o cenário do próximo ano. Os índices são melhores do que os divulgados no ano anterior, quando os pessimistas somaram 6% e outros 30% não souberam opinar sobre como seria 2018 para sua empresa.

Fonte: Jornal de Beltrão